17 julho, 2013
15 julho, 2013
365
Gosto de ti. Porque sim. Porque também gostas de mim. E assim vamos. Assim iremos. Até que o pesadelo se desintimide. Ou a realidade se revele melhor do que o sonho. E quando estivermos na arriba, a olhar o cruzamento entre o céu e o mar, não me vais deixar cair. Porque sou de vidro e não me queres ver partir.
01 julho, 2013
361
Há dias em que tudo se volta a recompôr. Como se as pétalas de uma flor voltassem às suas origens. Tenho tanto na cabeça, parece que nada no coração. Sempre me disseram que as aparências podem iludir. Nada pior que uma desilusão para me levar à loucura. Ou será desta que encontro o meu amor? Tenho abelhas nos ouvidos e pregos nos sentimentos. Os meus neurónios só funcionam a meio gás. E uma explosão se está a preparar para comigo rebentar. Todas as coisas que estão fora de mim se movem a uma velocidade superior à da luz, numa correria em que nada consigo entender. No entanto, tudo no tempo volta atrás, como se estivesse a assistir à minha própria novela. Pode ser que seja agora, o tempo de me encaixar na vida de um ser que me faça bem.
18 junho, 2013
03 junho, 2013
25 maio, 2013
19 maio, 2013
356
Quero guardar as pessoas nas minhas mãos, para que não fujam. Mas elas são como água, deixam-se moldar pelo vazio e escorregam. Até que desaparecem. Por vontade própria ou por falta de atrito, sem nada que as prenda e com todas as razões para se deixarem ir. Um dia, olhei para trás e tudo o que vi foram memórias de pessoas que já não existem, apenas tiveram vida no passado. Hoje já nada tenho a dizer-lhes, nada que valha a pena ser dito, pelo menos. E sem demais demoras, aqui me fico, na certeza de que quase tudo é passageiro. Muito pouco perdura, durando, sem se desgastando. Muito pouco.
12 maio, 2013
355
A minha cabeça está um caos. Daqueles em que nem eu me sei orientar. Preciso de desenhar um mapa, um que talvez me possa levar a novos cruzamentos. Mas enquanto não acho um lápis, vou sonhando com os caminhos que me seduzem. E neles vou nadando. Sempre no mesmo sítio. Parece que não sei mais o que é ser uma princesa que não precisa de um trono.
22 abril, 2013
353
Os últimos são sempre os piores. E o pior é que nunca quis ser jornalista para a andar a escrever jornais. Quis ser enfermeira. Mas para ser enfermeira é preciso escrever muito. Todos os dias me arrependo um bocadinho. Devia ter enveredado pelo caminho de escrever livros. Ou ser freira. Era mais fácil. Odeio seres humanos. Gosto de personagens. Gosto de pessoas que são gente. Mas há tão pouca gente, andam a virar bichos. Dai-me preguiça e uma caçadeira para a matar. E qualquer coisa que em mim crie paixão, para que ela me mate a mim.
21 abril, 2013
20 março, 2013
349
Nos meus sonhos, vens com calma e matas-te com alma. De olhos abertos, vingo-me das coisas que não fizeste e choro pelas coisas que deveria ter feito. Sinto e deixo de sentir logo de seguida. Volto-me e continuas a olhar o vazio que sou eu. Parece que te quero abanar para que acordes e reajas. Estás preso ao chão, só o meu corpo se movimenta, pavoneio-me e danço para ti numa guerra onde só eu tenho o direito de ganhar. Rio-me no fim, não sei bem porquê. E continuo vazia, porque nada mudou. Perdes a alma, sufoco-ta e acabas por morrer. Não me consigo recordar ao certo como fiz tudo isso, só sei que estás vivo numa memória desfocada.
09 março, 2013
348
É no final de um dia como este em que escrevo cartas para as minhas pessoas. Algumas cheguei a enviar, outras ficaram perdidas na minha cabeça e a maioria ficou estagnada num folha de papel verdadeira ou digital. Mas hoje não tenho a quem escrever. Talvez esteja a escrever para mim própria, no final das contas. E é nestes momentos que tenho noção do quão tudo é relativo. De quão tudo pode ser possível, até o inimaginável. "Eu quero que fiques", diz a música. Só que nada permanece definitivamente. Torna-se reproduzível na memória, ficando alojado numa porta que pertence ao passado e por lá fica. Todas as coisas novas, essas são reais. Mas por pouco tempo. E eu não quero que fiques. Quis um dia, hoje só quero que te vás. De vez.
28 fevereiro, 2013
347
Gosto das pessoas que se ralam, das que ficam fiéis e das que correm quando andar já não chega. Gosto das pessoas que sabem estar separadas, que sabem devorar as saudades, essas malvadas que só lembram o quanto o carinho é grande, um carinho que chega à medula óssea. Gosto das pessoas que se guardam para sempre, porque o para sempre existe, só é preciso saber em que esquina é que ele se oferece.
19 janeiro, 2013
15 janeiro, 2013
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