25 maio, 2013

358

"As your last breath begins you find your demons are your best friends."

357

"How can I ever stop
When I don't want to give up"

19 maio, 2013

356

Quero guardar as pessoas nas minhas mãos, para que não fujam. Mas elas são como água, deixam-se moldar pelo vazio e escorregam. Até que desaparecem. Por vontade própria ou por falta de atrito, sem nada que as prenda e com todas as razões para se deixarem ir. Um dia, olhei para trás e tudo o que vi foram memórias de pessoas que já não existem, apenas tiveram vida no passado. Hoje já nada tenho a dizer-lhes, nada que valha a pena ser dito, pelo menos. E sem demais demoras, aqui me fico, na certeza de que quase tudo é passageiro. Muito pouco perdura, durando, sem se desgastando. Muito pouco.

12 maio, 2013

355

A minha cabeça está um caos. Daqueles em que nem eu me sei orientar. Preciso de desenhar um mapa, um que talvez me possa levar a novos cruzamentos. Mas enquanto não acho um lápis, vou sonhando com os caminhos que me seduzem. E neles vou nadando. Sempre no mesmo sítio. Parece que não sei mais o que é ser uma princesa que não precisa de um trono.

11 maio, 2013

354

22 abril, 2013

353

Os últimos são sempre os piores. E o pior é que nunca quis ser jornalista para a andar a escrever jornais. Quis ser enfermeira. Mas para ser enfermeira é preciso escrever muito. Todos os dias me arrependo um bocadinho. Devia ter enveredado pelo caminho de escrever livros. Ou ser freira. Era mais fácil. Odeio seres humanos. Gosto de personagens. Gosto de pessoas que são gente. Mas há tão pouca gente, andam a virar bichos. Dai-me preguiça e uma caçadeira para a matar. E qualquer coisa que em mim crie paixão, para que ela me mate a mim.

21 abril, 2013

352

351

"Whenever I speak with you, I end up dying more, a little more."

27 março, 2013

350

20 março, 2013

349

Nos meus sonhos, vens com calma e matas-te com alma. De olhos abertos, vingo-me das coisas que não fizeste e choro pelas coisas que deveria ter feito. Sinto e deixo de sentir logo de seguida. Volto-me e continuas a olhar o vazio que sou eu. Parece que te quero abanar para que acordes e reajas. Estás preso ao chão, só o meu corpo se movimenta, pavoneio-me e danço para ti numa guerra onde só eu tenho o direito de ganhar. Rio-me no fim, não sei bem porquê. E continuo vazia, porque nada mudou. Perdes a alma, sufoco-ta e acabas por morrer. Não me consigo recordar ao certo como fiz tudo isso, só sei que estás vivo numa memória desfocada.

09 março, 2013

348

É no final de um dia como este em que escrevo cartas para as minhas pessoas. Algumas cheguei a enviar, outras ficaram perdidas na minha cabeça e a maioria ficou estagnada num folha de papel verdadeira ou digital. Mas hoje não tenho a quem escrever. Talvez esteja a escrever para mim própria, no final das contas. E é nestes momentos que tenho noção do quão tudo é relativo. De quão tudo pode ser possível, até o inimaginável. "Eu quero que fiques", diz a música. Só que nada permanece definitivamente. Torna-se reproduzível na memória, ficando alojado numa porta que pertence ao passado e por lá fica. Todas as coisas novas, essas são reais. Mas por pouco tempo. E eu não quero que fiques. Quis um dia, hoje só quero que te vás. De vez.

28 fevereiro, 2013

347

Gosto das pessoas que se ralam, das que ficam fiéis e das que correm quando andar já não chega. Gosto das pessoas que sabem estar separadas, que sabem devorar as saudades, essas malvadas que só lembram o quanto o carinho é grande, um carinho que chega à medula óssea. Gosto das pessoas que se guardam para sempre, porque o para sempre existe, só é preciso saber em que esquina é que ele se oferece.

25 janeiro, 2013

346

19 janeiro, 2013

345


"Until we have seen someone’s darkness, we don’t really know who they are. Until we have forgiven someone’s darkness, we don’t really know what love is."

15 janeiro, 2013

344

Sou terra seca de amor, cheia de miragens e picadeiros, não sei para onde vou, apenas tenho a ânsia de conhecer forasteiros.

343

08 janeiro, 2013

342

"Today I'm here to warn you that you are being lied to.
Our parents, our teachers, our doctors have lied to us. And it's the exact same lie.
The same six words.
Everything is going to be okay."

04 janeiro, 2013

341


25 dezembro, 2012

340

O natal foi inventado para juntar as famílias e para que estas se lembrem que se amam e que devem permanecer juntas durante o próximo ano (bla bla bla). A verdade é que o natal não junta nada nem ninguém, só permite ver o quão falidas, por dentro e por fora, estão as pessoas. Os presentes não significam nada, dizem, o que também acho que é pura mentira. Para mim, esta época acaba por ser só uma desculpa para comprar mais livros para ler durante o resto do ano.

23 dezembro, 2012

339

Despedi-me agora da minha nova melhor amiga, que já não o é e que, talvez num dia longínquo, o volte a ser. É sempre assim, apaixono-me pelas personagens como se fossem minhas irmãs e dou-lhes tudo o que tenho de sobra, o tempo, a atenção e, principalmente, as emoções. Sofro com elas, rio com elas, choro se for preciso, mas nunca as abandono. Pelo menos até as páginas acabarem. Agora estou de luto, um luto diferente dos outras, esta minha melhor amiga tinha de muito parecido comigo. Era maluca e tinha um apresso especial por entrar em pânico. Pena é que esta despedida é triste como todas as outras. Fico abraçada a ela, à parte teórica dela, a rever toda a sua história e a tentar fazê-la sentido. Chega a doer-me o coração. E a prateleira vai-se enchendo de melhor amigos, os melhores que poderei ter. Amanhã haverá mais um.

22 dezembro, 2012

338

Depois do fim do mundo acabar e de as mortes serem apenas as estritamente programas para acontecerem com a naturalidade de até então, lembrei-me. Nunca me vou ver livre de ti, tal como nunca me vi livre dos que me invadiram o coração e nele instilaram uma mistura de amor com podridão, ao que eu chamaria inocentemente de veneno. O ideal era só restar o amor, puro e intocável, desejável e de sobra, um veneno  que fosse como o sangue, útil. O teu caso é diferente, obviamente. A podridão apoderou-se do outro elemento, que era suposto existir numa quantidade maior, mais real, e o meu músculo cardíaco, já não sei com o que é suposto ele rimar.

21 dezembro, 2012

337

336

Por breves momentos, de longe a longe, a sensação de uma doença mental assombra-me a consciência. É uma sentença deveras cruel, deveras inoportuna. Mais do que uma doença física, em que a dor do corpo se penetra na mente, parece-me o inferno mascarado de saúde. Sinto-me demente, julgo eu, quando os meus olhos se enublam e me mostram uma realidade que pode não ser completamente real. Como um sofrimento, não dos neurónios, mas das suas próprias ligações, que deturpam e conspurcam as sensações corporais e nos levam a criar outros mundos. Serão das histórias de terror, dos livres cheios de romances impossíveis, dos filmes de criminosos inteligentes, das bandas sonoras que fazem rolar lágrimas, ou ainda, inevitavelmente, da subconsciência criada no avançar do tempo, da idade, da maturidade... ou da área de estudos tomada com posse. Se um dia me tornar algo fora de mim, pelo menos, um dia cheguei a ter noção de que a linha que separa a sanidade da loucura é extremamente frágil, diria até inexistente. Mas para quê de tudo isto? Para nada, diria eu.

17 dezembro, 2012

335

"Não me deixe só, eu tenho medo do escuro, eu tenho medo do inseguro, dos fantasmas da minha voz."

16 dezembro, 2012

334