02 dezembro, 2012

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13 novembro, 2012

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É só deixar que colapse e que se reparta em estilhaços. Aquilo que nos prende, apenas devemos deixar ir. Um dia mais tarde, acabará por fazer sentido. E enquanto não o faz, deixamos tudo a flutuar, como se nunca tivesse colapsado. Memórias a meio gás, são como livros deixados a meio. No meio, está a virtude. Parece que é isso que dizem.

02 novembro, 2012

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A minha avó está presente nos livros velhos, que são mais velhos do que eu. Este está já preso a fita-cola, em que as folhas já não são brancas, mas amarelas do uso. O cheiro dela, tão característico dela, que só ela o sabia provocar e que só nela o consegui cheirar, está empregnado neste livro. Como se ele tivesse sido dela, mas ela nunca foi de ler livros de psicoterapia ou coisa que o valha. Os livros dela eram outros. Mas tudo neste livro cheira à minha avó. É como se ela vivesse dentro deste livro. E gosto de me lembrar dela, assim de vez quando. Gosto que ela me deixe sinais por toda a parte e que, de vez em quando, o quanto baste, me faça lembrar dela. E eu vou sorrindo silenciosamente, só para a minha avó ver. E quando eu for já velha, como o livro é e como ela era, espero ter um livro assim, que cheire a ela e, depois, que cheire a mim. Um cheiro que nos perpetue para toda, ou quase toda, a eternidade.

01 novembro, 2012

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23 outubro, 2012

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Passado tanto tempo, parece que quase tudo ficou na mesma. Mas, depois daquela noite, em que morri um pouco por dentro e em que uma nova parte de mim nasceu novamente, tudo ficou mais claro. O tempo passou e as noites voltaram a ser frias. O tempo passa, mas o dia não deixa de passar por aqui. É que, por momentos, ainda sonho os sonhos antigos, mas os novos estão a formar-se. E amanhã, quem sabe não irá ficar tudo um pouco mais livre. Eu... mais livre de ti.

08 outubro, 2012

(à parte)

Adoro dar pontapés no dicionário, mas há um anónimo que não me deixa. Obrigada, anónimo, por o leres por mim!

04 outubro, 2012

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Foi a urgência que veio cedo de mais, a ânsia de tomares conta de nós de uma forma mais acertada. Quando em vida nada se percebe, nada se perdoa, a morte vem-nos dizer que há várias maneiras de gostar e que nem sempre sabemos como o fazer. Mas a morte não acontece para nós que guardamos as pessoas como guardamos fotografias. E como acreditamos que somos um ciclo, boa sorte para a nova fase. Até depois, estrangeiro.

03 outubro, 2012

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Nós a crescer e eles a morrer. E tu vais crescer tanto que não te vais lembrar disto. Mas, um dia, contar-te-ei a história dele, onde nós temos, pelo menos, papéis secundários. Vais conhecer o que ele era para nós e o que nós eramos para ele. Porque, embora sejas ainda um pequeno humano, tens o direito de saber a verdade quando fores grande o suficiente. Acho, nas profundezas das minhas incertezas, que ele gostava de nós e que, bem lá no fundo, ele apenas não sabia a forma acertada de gostar. E é por isso que nunca sentimos o amor dele. Mas dela sim, ela vivia para me dar beijinhos e vivia para te conhecer. Chegaste tarde demais ou foi ela que foi cedo demais? Nunca havemos de saber. Ou saberemos? Se algum dia descobrires, conta-me, é que quero mesmo tirar esta ideia de que andámos todos a fazer tudo ao contrário.

01 outubro, 2012

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‎"Even if you think you’re prepared for what’s about to happen you’re not.”

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(Fuck.)

19 setembro, 2012

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"Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado."

11 setembro, 2012

315

Chega a ser a expressão de um gene ou até mesmo uma doença, como se a amargura fosse infinita e como se não houvesse antídoto para o veneno que deliberadamente tomamos. Não voltamos a fazer parte da esfera que nos dá sonhos, outras vezes pesadelos, e partimos para outra terra, outra que nos dê segurança, para além de abrigo. É claro que seria mais agradável ficar, ser mais consistente, dentro da credibilidade possível, mas, infelizmente ou felizmente, nada é linear. Nem nós, nem o mundo. E deixar o corpo morto, ao ponto de permitir que a mente morra também, será sempre mais fácil do que sair durante uma tempestade para, inutilmente, a fazer parar.

08 setembro, 2012

314

"No, it's not the end, forever you'll be in my arms. I could never let you go, my darling cold and blue."

07 setembro, 2012

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Eu vi isto e automaticamente pensei: olha, alguém no futuro tirou-nos uma fotografia, a mim e à Mia, e fê-la chegar até ao Eu-de-Agora via internet. E ri-me... porque estamos mesmo lindas. Porra, vamos ganhar o prémio das velhas sexys! Também adoro o facto de estarmos simplesmente a beber café, como se dentro dele não estivesse nada de suspeito. E a quantidade de bolos que andámos a comer, parece que no futuro o açúcar finalmente emagrece. Melhor ainda, vês aquele ramo de flores? Não sei o que dizer do ramo de flores... Espero que não sejam para mim, porque são feias. E os livros? Estão cheios de histórias lindas de morrer, um deles contém como personagem principal aquela moçoila que nós vimos no facebook há um molhe de anos atrás, quando ainda não haviam giletes. Mas, os álbuns de fotografias é que são mesmo o máximo, éramos mesmo fotogénicas quando novas. E em velhas também, olha-me para os nossos ricos dentes! O que eu não gosto é desses teus chinelos, feios como a merda. Mais vale andares descalça, mulher! Falando nisso, tenho cara de que preciso ir mijar, ou então estou só a ser irónica sobre o facto de não me conseguir levantar. E os cabelos brancos, nunca pensei, mas ficam-te a matar! Até aqui tudo bem. Não percebo é o que é estamos a fazer debaixo da mesa. Uma festa de alcatifas? Uma revolução contra cadeiras? Um ritual do clube das sanitas? O futuro o dirá. Isso e quem é o animal que nos tirou a fotografia. Mas deixa-me dizer-te, Mia-de-Agora, somos umas velhas muito hardcore.

03 setembro, 2012

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30 agosto, 2012

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28 agosto, 2012

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"I thought that you were this silly guy. Now, it's like everything, but you, seems silly."

26 agosto, 2012

309

24 agosto, 2012

308

Sou um urso a voar pelo universo, porque sempre fui uma deslocada. Tenho dias em que tento não pensar nisso, mas as estrelas muito brilham e os cometas muitos são.

23 agosto, 2012

307

Sinto falta. É a única coisa que consigo dizer sobre ti. O que se está a tornar cansativo. Tão cansativo que começo a perder-te no pensamento e a esquecer-te na memória. Já não vale a pena, porque a minha alma por ti está cada vez mais pequena, então penso em usufruir do direito de te mandar embora. No entanto, ainda sinto as tuas mãos nas minhas. Ainda te vejo a olhar para mim como se fosse o teu mundo. Ainda me perco na tua voz. E isso tudo não me quer deixar-te ir. Que pena, podia ser imensamente feliz se não te tivesse sempre por aqui.

20 agosto, 2012

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16 agosto, 2012

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