30 agosto, 2012

311

28 agosto, 2012

310

"I thought that you were this silly guy. Now, it's like everything, but you, seems silly."

26 agosto, 2012

309

24 agosto, 2012

308

Sou um urso a voar pelo universo, porque sempre fui uma deslocada. Tenho dias em que tento não pensar nisso, mas as estrelas muito brilham e os cometas muitos são.

23 agosto, 2012

307

Sinto falta. É a única coisa que consigo dizer sobre ti. O que se está a tornar cansativo. Tão cansativo que começo a perder-te no pensamento e a esquecer-te na memória. Já não vale a pena, porque a minha alma por ti está cada vez mais pequena, então penso em usufruir do direito de te mandar embora. No entanto, ainda sinto as tuas mãos nas minhas. Ainda te vejo a olhar para mim como se fosse o teu mundo. Ainda me perco na tua voz. E isso tudo não me quer deixar-te ir. Que pena, podia ser imensamente feliz se não te tivesse sempre por aqui.

20 agosto, 2012

306

16 agosto, 2012

305

15 agosto, 2012

304

Olhaste para mim e paraste, como se fosses dizer algo mais. No final, depois do tempo parar e da cara de parvo te passar, não era nada demais.

13 agosto, 2012

303

11 agosto, 2012

302

Tu mostraste proximidade, eu mostrei abertura. E então sorriste-me, como se hoje fosse sábado. Vieste com o ar modesto, sempre com a boca bem esticada. Falámos até tarde, combinámos um amanhã. Disse-te tons cor de rosa e tu um baú cheio de nada. O caminho ainda é longo, quinze minutos bastavam. Se um dia o sol deixar de se erguer, a lua não será mais a rainha. Como de costume, eu quis. Tu hesitaste.

301

07 agosto, 2012

300


Ao contrário

"Se gosto de ti, se gostas de mim, se isto não chega tens o mundo ao contrário."

Sem preço

Adoro o que não tem preço. No entanto, não deixa de ser difícil alcançar o sem preço. Está tão longe, como se estivesse no outro lado do continente. Como um peixe que sonha chegar ao cimo de uma árvore. E no entanto, a árvore está mesmo na margem do rio onde o peixe costuma nadar. Só espero pelo que não tem preço. Tudo o que faço é sonhar com o que não tem preço.

Ninguém sabe

"Nobody knows it, but you´ve got a secret smile and you use it only for me."

Sistema de cura

A cada ano que passa torna-se mais fácil encontrar-te no meio da multidão. E há qualquer coisa em ti que me faz voltar atrás. Poderia ficar a olhar-te como se não houvesse amanhã. Tudo o resto deixa de existir. Quando matamos saudades, parece que elas nunca existiram, e quando tenho de te dizer até amanhã, elas voltam a crescer. Como se houvesse algo que nos impede de colapsar, como se tivéssemos um sistema de cura imediata, estamos sempre em sintonia. Independentemente da última vez que nos vimos. Os meus olhos ficam grudados nos teus e tu não me queres deixar ir.

05 agosto, 2012

Afecto

"You can't measure the mutual affection of two human beings by the number of words they exchange."

Entre aspas (100)


Entre aspas (99)


03 agosto, 2012

Razões

Mariamar deixou-se levar por todas as razões que aparentavam ser as mais acertadas. Ouviu-as e deixou-se inundar por elas. E então chorou, deixou-se chorar como se não houvesse amanhã, acabando por deitar tudo para fora, num confuso vomitado. Mariamar sentia medo, dizem que sentir medo significa que ainda se tem algo a perder, e ela tinha tanta coisa a perder que já nem contar pelos dedos sabia. Mesmo que sejam pontos que, individualmente, se tornam insignificantes, o seu conjunto formara uma avalanche de razões. Razões essas que a tornaram a pessoa mais triste, quem sabe até, deprimida, da galáxia. Deixou-se envolver pela tristeza e pelo medo, que lhe consumiram o corpo e lhe queimaram a alma, para que no dia seguinte conseguisse acordar e achar outras tantas razões para, dessa vez, não chorar.

31 julho, 2012

Entre aspas (98)

30 julho, 2012

Tertuliano

Tertuliano arrepende-se, mas só agora. Esta coisa, que lhe está a tirar a vida, fez com que olhasse para a sua vontade. Ela nunca foi avantajada desde que se soube o que havia de ser o seu futuro. Antigamente, quando ainda tinha força nas canelas e palavreado na garganta, todo ele era vontade de continuar. Agora as canelas rendem-se aos lençóis e a garganta a ser comida. Tertuliano arrepende-se agora, mas só agora, de não ter enfrentado os seus medos. Ele sabe que deveria ter lutado, de armas e bagagens. Deveria ter-se erguido e enchido o peito, gritar ao seu mundo que tudo iria ficar bem. Não deveria ter-se acomodado. Tertuliano arrepende-se, mas só agora, de ter dado, como presente, os seus medos a quem reza por ele. Deu a si próprio a espera de chegar à próxima fase, que será a última.

Entre aspas (97)


28 julho, 2012

Entre aspas (96)

Entre aspas (95)