17 fevereiro, 2012
16 fevereiro, 2012
Perdidos
Odeio as conversas que tenho contigo. Simples. Odeio. Tal como te odeio a ti e todas as nossas bocas em que tentamos superar um ao outro. Onde foi parar a nossa sinceridade? Onde está aquela que não temos de medir? Tenho saudades de sentir alguma coisa que não isto. Estamos perdidos. Parece que vou ter de me conformar.
14 fevereiro, 2012
Manhã de primavera
O teu coração fraqueja. Mas não a tua voz nem as palavras que demoras a escolher. Cada lágrima que derramares por ele tem de ser escondida. O que está certo é seguir em frente. O que está errado é olhar para trás e começares a reviver uma história que já teve o seu fim há muito, muito tempo. Olha para mim, eu sei o que queres, mas também sei que não é isso que te vai fazer feliz. Só te peço que sejas forte e que não deixes os teus olhos fraquejarem. Porque se eles o fizerem, o teu coração será posto a nu. E ele tem de ser protegido, o mais possível. Espero que um dia consigas fazer desse amor todo que tens, uma bela manhã de primavera. Sem chuva, com um sol radiante e cheia de esperanças para a tarde que se seguirá.
11 fevereiro, 2012
10 fevereiro, 2012
Mãos geladas
A verdade é que não sei para onde me virar. Se um por um lado quero seguir em frente e dar o melhor, por outro só me apetece continuar distante e esconder o que tenho para dar. Não é questão de não saber o que quero, é saber que o fracasso está garantido, tão garantido que é mais certo do que ter as mãos geladas num dia de inverno. Tenho saudades de quando tudo era fácil de fazer, sem segredos ou meias voltas. De quando podia abrir a boca sem ter de medir as palavras.
08 fevereiro, 2012
Gosto tanto
Só me apetece dançar, sorrir e cantar. Há dias assim, que compensam o dia de ontem e que fazem valer a pena recomeçar mais um amanhã. Mas o mérito não é só meu. Com as pessoas certas, que, em certos momentos, até podem ser as erradas, tudo corre bem e tudo nos apetece fazer bem. E eu gosto tanto.
05 fevereiro, 2012
Entre aspas (67)
Tenho tantas saudades tuas. Até dos teus defeitos, que me levavam a arrancar cabelos e a responder-te mal. E de fazer as pazes contigo depois de todas as imbirrações saudáveis, depois das menos saudáveis também. E da forma como me confortavas só ao dizeres algo parvo com intenção séria. Mas do que mais sinto falta é de poder chorar no teu ombro e de poder abraçar sempre que precisavas de atenção. Há coisas que não se substituem, nem a melhor pessoa do mundo pode substituir alguém que foi durante anos a nossa irmã gémea. Volta.
04 fevereiro, 2012
Mais tempo, por favor
Precisa-de de tempo para dormir, para estudar, para fazer trabalhos, para estar com a família, para estar com os amigos, para fazer o que apetece, para fazer o que faz bem. Precisa-se de tempo para conseguir arranjar tempo para tanta coisa que precisa de tanto tempo.
03 fevereiro, 2012
Nós
De vez em quando, fazes com que o nó na garganta se faça e o que nó da gravata se desfaça. Não gosto de me ter de proteger desta maneira, não gosto de sentir que não posso falar como se estivesse liberta. Não gosto de ver que sorris para mim e que eu vou estando cada vez mais distante. Volta para a tua terra. Sê feliz onde não quiseste que ninguém entrasse. E leva os teus nós contigo, odeio ter de vestir a gravata quando chegas.
02 fevereiro, 2012
30 janeiro, 2012
Impossível
Tudo o que mais queres é impossível. Então para onde hás-de ir, se não há mais nenhum sítio onde queres estar?
29 janeiro, 2012
Se
Todos nós temos uma pessoa na memória que nos faz questionar acerca de todo o tipo de coisas. E se não tivesse sido assim? E se não tivesse desistido? E se as circunstâncias fossem outras? E se eu tivesse outro tipo de maturidade? E se eu deixasse tudo para trás só por uns dias? Nunca se irá saber. Ficam as perguntas e as certezas de que nada do que pensarmos hoje irá mudar o que fizemos ontem. E se tudo tiver de correr bem, havemos de lá chegar.
28 janeiro, 2012
26 janeiro, 2012
25 janeiro, 2012
Deveria ser rica
Os dias correm porque têm de se apressar. As noites são frias porque não é sua função dar alento. As pessoas desconhecem-se porque são egoístas, por vezes, ignorantes. Os amigos, também por vezes, são irritantes porque esperamos sempre deles o mais possível, outras vezes são o que temos de melhor porque fazem por isso. Eu sou ingenua porque me deixo ser, quero acreditar no melhor dos outros e espero o pior de mim quando os factos me dizem que sou tudo menos isso. Só a banda desenhada me entende, só o escuro me diz que a luz está perto, só os espaços amplos e vazios me fazem sentir pequenina, e tudo o resto, insignificante. Acho que deveria ser rica, estes momentos de depressão e dúvida seriam óptimos para ser escritora, fotógrafa e sarcástica a todo o tempo e sem me preocupar com o amanhã. Acho que tenho palavras a mais no coração e de menos na memória. E que ando eu a fazer, afinal?
24 janeiro, 2012
23 janeiro, 2012
Nova etapa
- Um dia vais querer saber o porquê de ter agido assim.
- Não quero saber. O teu passado não me pertence.
- Mas esse passado também foi teu.
- Recomeçámos uma nova etapa, não estragues tudo.
- Não quero estragar, só quero que percebas.
- E eu só quero que não me desiludas novamente.
22 janeiro, 2012
Teias
Nunca te deste ao trabalho de pensar nas pessoas por quem vais passando. Julgo eu? Sais de um para o outro, passas de tijolos a paredes, largas os teus bens, largas o seguro e dás asas ao incerto. E não sentes pena, não sentes culpa, remorsos ou saudades. Constróis tudo de novo, de raiz, deixas tudo crescer até aos fins dos inúmeros ramos. Dás o matrimónio por vencido, chegas a colher o fruto e ter cuidado para que ele não apodreça. E depois? Fazes com que tudo se degrade, lentamente, às vezes, do dia para a noite. Ninguém sabe o que te vai na alma, no pensamento. Nem os teus olhos conseguem ser sinceros, só a tua boca sabe reagir. Ou direi mentir? Mas as tuas irmãs, que são quem mais te apoiam, são quem mais te conhecem. E elas sabem, claro no escuro, que nunca irás terminar de erguer e destruir castelos. É o que melhor sabes fazer, safas-te tão bem, imaginam elas que sentimentos terás por isso. E terás rugas, dificuldade em andar, o peso dos anos irão fazer tuas costas dobrar, mas nunca deixarás de ter teias na manga. A tua estratégia, a destes tempos, está quase completa. Mas por favor, não destruas os teus frutos. São a coisa mais bonita que poderias ter feito, deixa-os ser livres de mentiras e ser presos à verdade.
19 janeiro, 2012
Caixas
Não há nada pior do que saber que estamos no sítio errado, com as pessoas erradas, com as esperanças erradas. Não há nada pior do que querer que o tempo pare nele próprio ou que passe tão rápido que não dê sequer para saber o que se passou. Somos caixas tão pequenas e guardamos tanta coisa cá dentro. Às vezes penso que vou explodir, às vezes só quero que seja isso a acontecer. Mas, enquanto a caixa não encher, nada irá sair. Nada será pior do que conter.
13 janeiro, 2012
Teorias
- Quando te sentas sozinho, o que é que pensas?
- Penso em aquecedores.
- Aquecedores... de alma, uma metáfora?
- Não.
- Pensei que fosse algo que te confortasse.
- E conforta. Aquecedores, daqueles que usamos em casa.
- Mas porquê?
- Quando não tens calor humano, tens de arranjar uma máquina que, mal e porcamente, o substitua.
09 janeiro, 2012
Notas
Por vezes escrevo notas no telemóvel, coisas que vêm no momento e que acho interessante para mais tarde recordar. Quando me lembro que essas notas existem, vou ler o que escrevi e tenho sempre a sensação de que foi escrito por outra pessoa, que invadiu o meu telemóvel de prepósito para me lembrar dos pormenores que me estou sempre a esquecer.
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