Não podem ser a ser mais reais, mais concretizáveis? Estou cansada das dores de cabeça que vocês me dão. E as ilusões? Não são mais que esperanças já de si mortas. Chegam a ser cruéis, vocês.
04 agosto, 2011
03 agosto, 2011
Promessas
Promessas deixadas ao vento, que as leva para longe, sem destino ou direcção, leva-as e não as trás de volta, deixa-as perdidas no tempo, pretas de esperança, vermelhas de emoção, e nunca ninguém mais as vê, se não o vento, que as leva consigo, como suas secretas amantes, como suas deliberadas companheiras, são essas as promessas esquecidas, perdidas no tempo, com a ajuda do vento, sem nenhuma outra maneira de voltar ao presente e se darem como cumpridas, feridas elas ficaram, voando elas se desfizeram, as amantes do vento, em pequenas finas linhas cheias de promessas por cumprir.
02 agosto, 2011
4 # Carta para o teu irmão
Se tivesses nascido, seríamos o abrigo um do outro, seríamos cúmplices. Gostaria imenso de te conhecer, de te ver crescer e de me zangar contigo. De certeza que todos adorariam ter-te nesta estranha família.
Provas
Não há nada que a sangria e um bom amigo não ajudem a suportar. Ontem foi a prova disso. Mais dias virão como prova, mas de fogo. E a única verdade para mim nestes últimos anos é que não há amores que acabem com amizades, desde que estas sejam genuínas. Também tenho provas disso. São provas a mais, acções a menos. Palavras por dizer e expressões que não têm explicação.
30 julho, 2011
Conversas
- Sabes, eu acredito mesmo que existem fios que ligam as pessoas e que nunca se partem, aconteça o que acontecer.
- Eu também. E o meu com o dele estão ligados. Mas não podemos ficar juntos, não agora.
- Não agora? Estão separados por uma estupidez.
- Nós somos estúpidos, estamos de acordo com o mundo.
- Não deviam. Deviam contrariar o mundo.
29 julho, 2011
3 # Carta para os teus pais
Não vos culpo, porque há muito que vos perdoei. Com o que aconteceu, aprendi o que não fazer com os meus futuros filhos. Mas obrigada, fizeram da criança uma mulher mais cedo do que o previsto e, apesar de tudo, tenho orgulho nas minhas origens, vocês.
Ignorar
Agora sei o que é estar numa situação do lado contrário ao que estou habituada e, diga-se de passagem, não é nada agradável, fácil ou simples. E só agora percebi o porquê da demora da resposta, da dificuldade em encontrar palavras, do mal estar em ouvir o que não queremos ouvir, da sensação de cair no vazio sem saber o caminho para voltar, dos arrepios sempre que a memória aviva, do receio do reencontro, da dúvida da mudança. Mas, sobretudo, é a desilusão de ser sempre ao contrário, de ser sempre da forma que não queríamos que nos leva a ignorar a questão o mais que conseguimos.
28 julho, 2011
2 # Carta para a tua paixão
Difícil é aguentar ver-te em todo o sítio, estar contigo e fingir que está tudo bem, que estamos bem, tentar ignorar-te enquanto me ignoras. Tenho saudades, apesar de saber que não posso e que não devo.
27 julho, 2011
1 # Carta para a tua melhor amiga
Estamos lá nos momentos mais difíceis, mas nos bons nem por isso. Espero que percebas, tanto quanto eu, que ninguém consegue substituir ninguém.
25 julho, 2011
Amizades à parte
O que me assusta é não conseguir deixar de gostar de alguém. Durante toda a minha vida, sempre me lembro de ter alguém a passear nos meus pensamentos e nos meus sonhos. Sempre foi uma canseira, pensar a toda a hora, apenas esquecer quando o cérebro já está tão sobrecarregado que, mais uma coisa com se preocupar, seria morrer de exaustão. E nas alturas de quando passava de uma pessoa para outra, ficavam lá as duas, a remoer. Houve até um tempo que eram três, o velho, o novo e o que matava o tédio. Será assim tão difícil ficar sem gostar, ficar aliviada, vazia de paixão ou amor? E o tempo que levo a deixar de gostar, é capaz de me deixar desesperada por esquecimento, porque só esqueço quando outro alguém aparece. Nunca vou perceber, vai ser assim a minha vida toda, gostar, gostar e ainda mais gostar. Os dias inteiros com alguém no pensamento, inevitavelmente no coração. Estou cheia disso, quero ter uma relação comigo própria, não ter de me preocupar com outro alguém que não eu, não cansar a mente com coisas que não têm nem terão solução. É o que me assusta, viver o resto da mina vida assim, sem conseguir deixar de gostar. gostar sem fim, gostar sempre, gostar sem limites.
24 julho, 2011
22 julho, 2011
O dia
Espero, embora sem esperar, pelo dia em que vou poder dizer a mim mesma "o sonho tornou-se real, parece mentira, mas é verdade", em que vou poder dizer a alguém "valeu a pena saber esperar, porque vales toda a espera". Nesse dia, espero não me arrepender do rumo que a nossa história levou. Até lá vou continuando a falar como se me ouvisses.
21 julho, 2011
16 julho, 2011
Que pena
Um dia destes sonhei que já namoravas. Não te perguntei quem era a felizarda, não tive reacção. Apenas olhei para ti, tentando perceber se estavas feliz ou bem acompanhado. A tua expressão foi zero de certezas, zero de sentimentos. Mas acreditei, já passara tanto tempo que fazia sentido dares um rumo à tua vida. E acreditei tão bem que, quando acordei, continuava com aquele misto de emoções, de raivas e alegrias acumuladas, e apenas disse a mim mesma que bom era teres alguém. Quando me apercebi que de facto só tinha sonhado, fiquei triste. Continuava a não ter razões para desistir, para deixar de esperar. E é por isso que desejo tanto fazer algo que não costumo fazer, para que essa maluqueira me deixe sonhar mais alto, mas sonhar de verdade, e me deixe livre de ti e das memórias que, inocentemente, colocaste cá dentro. Já reparaste, ironia do destino ou ainda para nós, somos os únicos que temos vindo a não ter par. E parece que continua a ser complicado.
Oh, mundo
E o mundo fica tão longe, o que foi feito de manhã parece ter sido feito há tanto tempo atrás. Perde-se o rumo ao caminho, já não se sabe o que é melhor, subir o passeio, andar pelo alcatrão ou ir subindo e descendo como quem não sabe o que quer. E talvez seja isso, não se sabe o que quer. E o mundo continua tão longe, mesmo quando o queremos tão perto, dos nossos olhos e da nossa alma. O prazer é momentâneo, não dura, e a saudade vem logo que ele acaba. Irremediavelmente, irá ser assim. Por isso, não vou pensar ou esperar. Vou deixar que as pedras da calçada me levem até ao meu destino e me deixem ser criança para fazer birra se não gostar do resultado. Tudo o que sei é que o que mói também pode matar, vou apenas deixar moer devagarinho. E o mundo parece ficar mais perto, mas continua tão distante. Digo-lhe adeus do meu sítio, e ele, no seu, nem parece sequer perceber. Um dia hás-de ver que o adeus que te disse não era um olá, mas sim uma despedida. E nessa noite, vais chorar, mundo, tal como chorei quando te tive de virar as costas enquanto ainda lá sentia as tuas mãos. E o mundo nunca esteve tão longe.
12 julho, 2011
11 julho, 2011
10 julho, 2011
05 julho, 2011
Que raio
Mas afinal porque raio é que gostamos de quem não gosta de nós e não gostamos de quem gosta de nós? Andamos todos desencontrados e os que se encontram acabam, de uma maneira ou de outra, por se desencontrar. Uma asneira ia bem aqui. Apetece-me dizer asneiras, caraças.
04 julho, 2011
Da mesma forma
A saudade vem, pela alma a dentro, vem para ficar. Consome as forças, as vontades de ir e de não ficar. Arrepia com as memórias, entristece pela sua sensação fria de já nada restar. Dá-nos a volta e com a última meia volta rouba-nos as esperanças que um dia nos tinha dado, como presente. E a tinta das fotografias desvanece, pela causa de não ser a causa de alegrias. Os dias vão acontecendo, sentados à beira da amargura, abandonados. Dizem que a saudade vem, mas que um dia há-de ir e, com ela, há-de ir toda a simples convicção de que um dia irá melhorar, em vez de deixar de sentido fazer. Não sei se a minha alma é já a mesma, mas a saudade é sentida sempre da mesma forma. Há coisas que nunca mudam.
02 julho, 2011
01 julho, 2011
Circunstâncias
De facto, não há nada que possamos dizer que irá fazer o outro ver o mundo com óculos de ver, a não ser que ele aceite que talvez seja benéfico utilizá-los. De facto, são as circunstâncias que nos mudam ou nos moldam, que nos fazem ver por esses óculos ou nos levam a negar sem dormir sobre o assunto. Mas não há nada pior do que ser deixado para trás, do que perceber que, de facto, as circunstâncias mudaram algo que tanto estimávamos. E nisso, só podemos falar quinhentas vezes do mesmo e sentir a desilusão outras quinhentas vezes.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






