24 julho, 2011
22 julho, 2011
O dia
Espero, embora sem esperar, pelo dia em que vou poder dizer a mim mesma "o sonho tornou-se real, parece mentira, mas é verdade", em que vou poder dizer a alguém "valeu a pena saber esperar, porque vales toda a espera". Nesse dia, espero não me arrepender do rumo que a nossa história levou. Até lá vou continuando a falar como se me ouvisses.
21 julho, 2011
16 julho, 2011
Que pena
Um dia destes sonhei que já namoravas. Não te perguntei quem era a felizarda, não tive reacção. Apenas olhei para ti, tentando perceber se estavas feliz ou bem acompanhado. A tua expressão foi zero de certezas, zero de sentimentos. Mas acreditei, já passara tanto tempo que fazia sentido dares um rumo à tua vida. E acreditei tão bem que, quando acordei, continuava com aquele misto de emoções, de raivas e alegrias acumuladas, e apenas disse a mim mesma que bom era teres alguém. Quando me apercebi que de facto só tinha sonhado, fiquei triste. Continuava a não ter razões para desistir, para deixar de esperar. E é por isso que desejo tanto fazer algo que não costumo fazer, para que essa maluqueira me deixe sonhar mais alto, mas sonhar de verdade, e me deixe livre de ti e das memórias que, inocentemente, colocaste cá dentro. Já reparaste, ironia do destino ou ainda para nós, somos os únicos que temos vindo a não ter par. E parece que continua a ser complicado.
Oh, mundo
E o mundo fica tão longe, o que foi feito de manhã parece ter sido feito há tanto tempo atrás. Perde-se o rumo ao caminho, já não se sabe o que é melhor, subir o passeio, andar pelo alcatrão ou ir subindo e descendo como quem não sabe o que quer. E talvez seja isso, não se sabe o que quer. E o mundo continua tão longe, mesmo quando o queremos tão perto, dos nossos olhos e da nossa alma. O prazer é momentâneo, não dura, e a saudade vem logo que ele acaba. Irremediavelmente, irá ser assim. Por isso, não vou pensar ou esperar. Vou deixar que as pedras da calçada me levem até ao meu destino e me deixem ser criança para fazer birra se não gostar do resultado. Tudo o que sei é que o que mói também pode matar, vou apenas deixar moer devagarinho. E o mundo parece ficar mais perto, mas continua tão distante. Digo-lhe adeus do meu sítio, e ele, no seu, nem parece sequer perceber. Um dia hás-de ver que o adeus que te disse não era um olá, mas sim uma despedida. E nessa noite, vais chorar, mundo, tal como chorei quando te tive de virar as costas enquanto ainda lá sentia as tuas mãos. E o mundo nunca esteve tão longe.
12 julho, 2011
11 julho, 2011
10 julho, 2011
05 julho, 2011
Que raio
Mas afinal porque raio é que gostamos de quem não gosta de nós e não gostamos de quem gosta de nós? Andamos todos desencontrados e os que se encontram acabam, de uma maneira ou de outra, por se desencontrar. Uma asneira ia bem aqui. Apetece-me dizer asneiras, caraças.
04 julho, 2011
Da mesma forma
A saudade vem, pela alma a dentro, vem para ficar. Consome as forças, as vontades de ir e de não ficar. Arrepia com as memórias, entristece pela sua sensação fria de já nada restar. Dá-nos a volta e com a última meia volta rouba-nos as esperanças que um dia nos tinha dado, como presente. E a tinta das fotografias desvanece, pela causa de não ser a causa de alegrias. Os dias vão acontecendo, sentados à beira da amargura, abandonados. Dizem que a saudade vem, mas que um dia há-de ir e, com ela, há-de ir toda a simples convicção de que um dia irá melhorar, em vez de deixar de sentido fazer. Não sei se a minha alma é já a mesma, mas a saudade é sentida sempre da mesma forma. Há coisas que nunca mudam.
02 julho, 2011
01 julho, 2011
Circunstâncias
De facto, não há nada que possamos dizer que irá fazer o outro ver o mundo com óculos de ver, a não ser que ele aceite que talvez seja benéfico utilizá-los. De facto, são as circunstâncias que nos mudam ou nos moldam, que nos fazem ver por esses óculos ou nos levam a negar sem dormir sobre o assunto. Mas não há nada pior do que ser deixado para trás, do que perceber que, de facto, as circunstâncias mudaram algo que tanto estimávamos. E nisso, só podemos falar quinhentas vezes do mesmo e sentir a desilusão outras quinhentas vezes.
25 junho, 2011
Se calhar...
... tudo o que disse até agora, foi mentira e estava errado. Há coisas que colocam tudo em causam, mas há outras que derrubam o que mais querias preservar. Não tem corrido bem, mas acho que sair de cena é uma boa opção. Se eles não merecem, eu também não.
23 junho, 2011
Erros
Muitos dos meus problemas foram criados pela falta de comunicação e explicação. Era mais fácil passar por cima deles do que passar por entre eles. Hoje em dia, os conflitos não passam a problemas porque me preocupo em falar sobre eles e em transformá-los em erros assumidos. E se toda a gente começasse a fazer o mesmo? Acho que seriamos tão mais felizes... felizes e compreendidos.
21 junho, 2011
Nada de novo
Ia escrever sobre ti, mas arrependi-me. Não ia dizer nada de novo. Há mais de um ano que não se passa nada de novo, que não dizemos nada de novo. No entanto, é sempre em ti que penso e é sobre ti que gasto as conversas. Estou cansada, e não é da vida que levo, mas da dificuldade que tenho em perceber quem diz a verdade, tu ou os teus gestos. O certo é que um de vocês mente com medo do desconhecido.
14 junho, 2011
Favor a ti próprio
Acho que não nasceste para muita coisa. Mas se um dia reparares que andas a fazer algo para o qual não foste talhado, faz um favor a ti próprio, desiste e vai procurar outro lugar que te faça sentir que é ali que pertences. A vida não foi feita para viveres sob regras e valores que não compreendes e que não respeitas.
13 junho, 2011
Quase desespero
Estive na praia e a minha felicidade foi-se assim que me lembrei que tinha de voltar para Lisboa para continuar com o estágio. Fiquei ainda mais deprimida quando me lembrei que tenho de terminar ainda hoje um trabalho para sexta-feira. Conclusão: só penso no dia do próximo mês em que vou pegar nas malas e desfazê-las para não as voltar a fazer... até Setembro. Falta pouco, e a etapa mais difícil já se foi. Agora é respirar fundo e concentrar no essencial. Mas está tão complicado...
11 junho, 2011
05 junho, 2011
Verdade seja dita
Tanta coisa mudou desde que vim para Lisboa. Sinto-me outro alguém que não tem passado próprio, mas que anda a partilhar as memórias de outra pessoa. Verdade seja dita, enquanto uns ficaram pelo caminho, outros já escreveram o seu nome num pedaço de mim e se declararam donos desse. Mas a distância é tanta, de mim e dos outros, dos novos e dos antigos, que chego a sentir ciúme da pessoa que fui e das pessoas que tive. É tanto o esforço para olhar para dentro e perceber que não estou a viver em vão, que não estou a perder as pessoas que considerei mais minhas do que de ninguém. Digo em voz baixa que tem de ser, que tudo vai voltar ao normal quando terminar o primeiro ano e voltar a viver na terra em que nasci e me viu crescer. E rezo, rezo muito, para que nenhuma promessa feita seja quebrada e me quebre o pouco que de mim vai restando. Rezo mais ainda para que não me arrependa das decisões que tomei e dos laços que criei. Mas verdade seja dita, nunca fui de andar satisfeita.
Permanecer
Às vezes, acordo e penso: que seria de nós se não tivéssemos âncoras que nos mantém no mesmo sítio durante anos e com razões que nos fazem querer continuar a permanecer? Acho que simplesmente nos deixávamos entregar ao desconhecido, permaneceríamos num nível sem identidade, com vontades de nada interessar. Só que essas âncoras e essas razões também nos podem levar ao rumo sem retorno. E é disso que tenho medo.
02 junho, 2011
Fala a Voz
"Tu... és sempre assim. Primeiro fazes a tempestade, pensas que vais morrer, dizes que não és capaz, gastas toda a água que tens no corpo em lágrimas, quase que entras em depressão. No final, consegues sempre, ficas orgulhosa de ti, vens a sorrir e até dizes que correu bem."
A minha mãe é a minha melhor pessoa, o meu saco de alívio, o pilar principal da minha ponte, o rosto que me faz confiar e a voz que preciso de ouvir todos os dias... Ela sim, conhece-me.
01 junho, 2011
E choveu
O céu resolveu chover para não a deixar chover sozinha. Entraram os dois em sintonia numa dança de água por limpar, num encontro de chuva por parar. E assim permaneceram, a chover, sem que sol algum se lembrasse de a chuva secar. Pareceu-lhes bem que ninguém se intrometesse para perguntar por que raio de razão choviam os dois. E por ali ficaram até a fonte se esgotar.
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