... tudo o que disse até agora, foi mentira e estava errado. Há coisas que colocam tudo em causam, mas há outras que derrubam o que mais querias preservar. Não tem corrido bem, mas acho que sair de cena é uma boa opção. Se eles não merecem, eu também não.
25 junho, 2011
23 junho, 2011
Erros
Muitos dos meus problemas foram criados pela falta de comunicação e explicação. Era mais fácil passar por cima deles do que passar por entre eles. Hoje em dia, os conflitos não passam a problemas porque me preocupo em falar sobre eles e em transformá-los em erros assumidos. E se toda a gente começasse a fazer o mesmo? Acho que seriamos tão mais felizes... felizes e compreendidos.
21 junho, 2011
Nada de novo
Ia escrever sobre ti, mas arrependi-me. Não ia dizer nada de novo. Há mais de um ano que não se passa nada de novo, que não dizemos nada de novo. No entanto, é sempre em ti que penso e é sobre ti que gasto as conversas. Estou cansada, e não é da vida que levo, mas da dificuldade que tenho em perceber quem diz a verdade, tu ou os teus gestos. O certo é que um de vocês mente com medo do desconhecido.
14 junho, 2011
Favor a ti próprio
Acho que não nasceste para muita coisa. Mas se um dia reparares que andas a fazer algo para o qual não foste talhado, faz um favor a ti próprio, desiste e vai procurar outro lugar que te faça sentir que é ali que pertences. A vida não foi feita para viveres sob regras e valores que não compreendes e que não respeitas.
13 junho, 2011
Quase desespero
Estive na praia e a minha felicidade foi-se assim que me lembrei que tinha de voltar para Lisboa para continuar com o estágio. Fiquei ainda mais deprimida quando me lembrei que tenho de terminar ainda hoje um trabalho para sexta-feira. Conclusão: só penso no dia do próximo mês em que vou pegar nas malas e desfazê-las para não as voltar a fazer... até Setembro. Falta pouco, e a etapa mais difícil já se foi. Agora é respirar fundo e concentrar no essencial. Mas está tão complicado...
11 junho, 2011
05 junho, 2011
Verdade seja dita
Tanta coisa mudou desde que vim para Lisboa. Sinto-me outro alguém que não tem passado próprio, mas que anda a partilhar as memórias de outra pessoa. Verdade seja dita, enquanto uns ficaram pelo caminho, outros já escreveram o seu nome num pedaço de mim e se declararam donos desse. Mas a distância é tanta, de mim e dos outros, dos novos e dos antigos, que chego a sentir ciúme da pessoa que fui e das pessoas que tive. É tanto o esforço para olhar para dentro e perceber que não estou a viver em vão, que não estou a perder as pessoas que considerei mais minhas do que de ninguém. Digo em voz baixa que tem de ser, que tudo vai voltar ao normal quando terminar o primeiro ano e voltar a viver na terra em que nasci e me viu crescer. E rezo, rezo muito, para que nenhuma promessa feita seja quebrada e me quebre o pouco que de mim vai restando. Rezo mais ainda para que não me arrependa das decisões que tomei e dos laços que criei. Mas verdade seja dita, nunca fui de andar satisfeita.
Permanecer
Às vezes, acordo e penso: que seria de nós se não tivéssemos âncoras que nos mantém no mesmo sítio durante anos e com razões que nos fazem querer continuar a permanecer? Acho que simplesmente nos deixávamos entregar ao desconhecido, permaneceríamos num nível sem identidade, com vontades de nada interessar. Só que essas âncoras e essas razões também nos podem levar ao rumo sem retorno. E é disso que tenho medo.
02 junho, 2011
Fala a Voz
"Tu... és sempre assim. Primeiro fazes a tempestade, pensas que vais morrer, dizes que não és capaz, gastas toda a água que tens no corpo em lágrimas, quase que entras em depressão. No final, consegues sempre, ficas orgulhosa de ti, vens a sorrir e até dizes que correu bem."
A minha mãe é a minha melhor pessoa, o meu saco de alívio, o pilar principal da minha ponte, o rosto que me faz confiar e a voz que preciso de ouvir todos os dias... Ela sim, conhece-me.
01 junho, 2011
E choveu
O céu resolveu chover para não a deixar chover sozinha. Entraram os dois em sintonia numa dança de água por limpar, num encontro de chuva por parar. E assim permaneceram, a chover, sem que sol algum se lembrasse de a chuva secar. Pareceu-lhes bem que ninguém se intrometesse para perguntar por que raio de razão choviam os dois. E por ali ficaram até a fonte se esgotar.
28 maio, 2011
Naturalíssimo
Não trocava nada pelas horas em que somos apenas amigos, quando juntos rimos e falamos das coisas mais inacreditáveis. Não é de espantar que deixe de ter palavras para dizer em voz alta. O resto tu percebes, pelos olhos, pelos sorrisos, pela vontade de voltar, pela vontade de nunca partir. Nem as voltas que te troco conseguem apagar as marcas invisíveis que ressoam nos dias em que fingimos estar longe. E a chuva voltou, porque será.
26 maio, 2011
Adormecidos
Andamos tão adormecidos de olhos abertos, iludidos com a percepção a que estamos habituados. Não vemos o óbvio, sentimo-lo mas não o definimos. Até que algo nos faz acordar do sono profundo e nos mostra o que andávamos a não ver. Os nossos melhores amigos são aqueles que nunca se gabaram de o ser e que o são sem que nunca pedíssemos ou quiséssemos que o fossem. São-no sem haver razão, mas são-no sempre, independentemente das suas escolhas, estados de espírito e relações.
25 maio, 2011
23 maio, 2011
Constipação
Umas amizades morrem congeladas sem nenhum cobertor para as aquecer, enquanto outras renascem da neve e se tornam o sol de todos os dias.
22 maio, 2011
Um passo de cada vez
De vez em quando, viver apenas resulta se as metas forem as pequenas de amanhã. É dar um passo de cada vez, desejar pelo acontecimento mais próximo e aproveitá-lo até que acabe, sentir a felicidade momentânea e não ansiar pelos grandes acontecimentos que não têm consequências previsíveis. De vez em quando, tem de ser assim. E quando não é, entra-se num rodopio de tonturas e ansiedades desnecessárias. Como lá no fundo, que se espera pelo convite que nunca chega, pelas palavras que nunca chegarão e pelos gestos que um dia já chegaram.
19 maio, 2011
17 maio, 2011
16 maio, 2011
Esvaziamento
A chuva lavou-lhe a alma, retirou-lhe o peso que a poeira há muito acumulada lhe obrigava. Mas não lhe lavou o que mais precisava, o buraco que tem no peito. E é sempre assim, apenas se fica limpo aparentemente, por dentro nada se altera, nada se mexe, nada se decompõe. Parece até não fazer sentido, tanto tempo com o mesmo buraco, tantos dias a lamentar o inevitável. Talvez a chuva de amanhã seja outra, outra que contenha uma poção mágica que lhe volte a preencher o vazio com algo tão melhor quanto a razão do esvaziamento.
14 maio, 2011
10 maio, 2011
Dúvidas
Por vezes (quase todos os dias) pergunto-me o que ando a fazer afinal da minha vida. Depois lá vejo que tenho de estudar para uma coisa qualquer e lá me dedico (durante cinco minutos) a parecer preocupada, voltando-me novamente para o (nada) que preenche os meus dias. A única escapatória é a literatura que me leva (a rir ou a chorar) a sair da monótona vida que levo. Mas melhor ainda, é tentar dizer verbalmente o que se passa e ninguém realmente (querer) compreender. E às vezes também me pergunto onde errei eu para ter tantos amigos e estar complemente só neste maldito cubículo. Preciso de férias, quero ir para o Canadá. A possibilidade de ter o oceano Atlântico entre mim e o espaço onde estou... é brilhante. Resumindo, odeio cidades.
09 maio, 2011
04 maio, 2011
03 maio, 2011
Problemas físicopsiquicos
Enquanto os meus olhos ardem ao ler textos de letras que já se confundem numa sopa, o meu cérebro pede que se apague a luminosidade. Para agradar ainda mais o filme, existe o ressoar de mudanças que sobe pelas escadas, desce pelo elevador e ainda entra pela janela. É que no meio da confusão que está a minha inteligência pouca e a minha memória fugida, eu não sei, porque nada saberei até que a realidade fale finalmente a verdade. E até lá esperarei, com ácido nos olhos, escassez de correntes nas sinapses e articulações da mão direita enregeladas, nunca tirando da consciência aquilo que me dá e tira horas de sono. Se me perguntarem o que, de facto, é, eu terei de responder que, de facto, não sei ao certo.
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