02 maio, 2011
28 abril, 2011
25 abril, 2011
O pó do sótão
Apetece-me enviar-te uma mensagem para que saibas que morro de saudades tuas. Mas de que serviria, se não é tarefa tua, nem de mais ninguém, matares-me as vontades e satisfazeres-me as necessidades? É esse o meu problema, gostar do que não devo, precisar do que não me faz bem. Se soubesses quantos rios enchi depois das horas em que juntos estivemos, talvez não achasses que era coisa de miúda. Dizem que se já dura há mais de quatro meses, então é amor. Não imaginas de que tamanho é esse, aquele que por ti vivo. Tens razão, o meu dever é continuar a mentir-me: já nada em ti me acelera o ritmo cardíaco. E quando é que me convidas para outro almoço?
23 abril, 2011
Eu devia ter ido para Hogwarts
E se realmente conseguirmos voltar atrás no tempo para emendar o que fizemos de seriamente errado, é por isso que nos conseguimos safar por um triz da merda que fazemos sem pensar uma vez inteira e que parece que estamos a viver aqueles segundos uma segunda vez na íntegra?
22 abril, 2011
21 abril, 2011
20 abril, 2011
Fazer um esforço
Não gosto de beijinhos, mas estou sempre a recebê-los do meu pequenino. Não aprecio os abraços de rapazes, mas quando eles tentam dar eu deixo e retribuo. Não gosto de gozar com as pessoas, mas passo a vida a fazê-lo com os meus melhores amigos. Detesto acordar cedo, mas se é ir ter com alguém levanto-me com vontade. Não gosto de ver futebol, mas vejo quando estou com o meu pai. Detesto que me digam que estou errada, mas se for um amigo a dizê-lo eu aceito-o. Resumindo, quando se gosta, faz-se um esforço e leva-se tudo para a brincadeira, porque se não for assim, a vida torna-se uma treta.
17 abril, 2011
Percebes que o tempo passou num instante
.... quando olhas para os teus velhos amigos rapazes e notas que eles têm pêlos espalhados pela cara toda, que a sua voz está ainda mais grossa que da última vez que a ouviste, que já não têm pensamentos completamente otários, que conduzem um carro por melhor ou pior que seja, que te levam a almoçar ou jantar em Lisboa, que quase não os reconheces na rua, que pensas "foda-se, que orgulho ter um amigo bom comó milho" ao ver uma foto deles, que têm músculos a sério nos braços e não apenas aquela coisa minúscula que um dia se gabaram à tua frente de ter. Sim, os meus meninos cresceram e agora somos todos jovens adultos e estamos cada um para o seu lado.
16 abril, 2011
Incerto
Quando se acorda e se percebe o quão vazia foi a noite, não há sol da manhã que aqueça o sangue congelado nas extremidades do corpo. Só no centro os órgãos se obrigam a mexer, para não morrer e sofrer mais um pouco. O sol do meio-dia será mais quente, terão de esperar por ele para conseguir andar em frente, mais um metro no direcção do incerto.
14 abril, 2011
Pessoas muito queridas
Pessoas que te deixam quando tu mais precisas, pessoas que só te falam quando estão a morrer com alguma merda, pessoas que se esquecem do que já fizeste por elas e que por sinal não foi assim tão pouco, pessoas que se afastam dos velhos amigos quando arranjam uns novos e às vezes piores, pessoas que têm a mania que toda a gente tem de gostar delas, pessoas que vão na rua a falar para o menu do telemóvel, pessoas que não te sorriem ou agradecem quando as deixas passar primeiro, pessoas que ouvem aqui e vão contar ali e acolá, pessoas que não sabem esperar ou seja a maioria das que vivem na cidade, pessoas que não se sabem olhar ao espelho e ver quanta merda fazem igual à daqueles que criticam, pessoas que colocam a tua segurança em perigo por causa de alguma merda ainda mais estúpida do que todas as situações anteriores e pessoas que fazem mais umas quantas merdas que eu não tenho tempo para descrever: fuck you all. :)
13 abril, 2011
Quando as saudades são boas
As crianças são mesmo o melhor do mundo. Então quando são da nossa família e passam a vida a chamar por nós e a sentir saudades nossas... Só me apetece correr da cidade a fora para num instante chegar e abraçar o ser humano mais adorável que já conheci até hoje. E eu que odeio rotinas, já não dispenso os meus domingos nos sorrisos e gritos no colo da minha estranha família.
09 abril, 2011
Saturou
Peço desculpa a mim mesma por já não compreender o amor e por já não mais conseguir ter um como no passado pensei que tive. A única coisa que me faria feliz nestes tempos que decorrem era ter um copo de plástico meio cheio na mão e a música no volume máximo, mas por isso eu sei esperar. Por agora, o amor que a família, em todas as definições que lhe são atribuídas, me dá e o que eu lhe devolvo chega e completa os espaços de uma vida normal, que não tenho, por preencher. E não peço desculpa porque no fundo é o que mais desejo, mas sim porque no fundo eu não quero nem preciso. Acho que andava a precisar de explicar isto a mim mesma. Obrigada, Ema.
05 abril, 2011
Livros velhos
Quando as páginas de um livro se começam a estragar, as frases por ali repletas de histórias e memórias deixam de fazer a lógica da cronologia. Ficam trocadas, baralhadas sem a noção de que um dia foram uma narrativa com princípio, meio e fim. Os donos desses livros fazem por esquecer que se estão a degradar, fazem por ser menos uma preocupação a ter. Como uma fruta se decompõe à medida que o tempo passa, naturalmente se deixa empobrecer até nada ao certo ser. Só que ao contrário da fruta, os livros protegem-se do tempo e as frases, as histórias e as memórias podem ser guardadas naquilo que melhor memória tem: nós próprios.
27 março, 2011
O que eu, provavelmente, mais detesto
Ter mais atenção de desconhecidos do que dos meus próprios melhores amigos.
26 março, 2011
Aniversários
Coincidência ou não, é um facto. Nasci a vinte e sete. Dois e sete dá nove. Tu nasceste a nove. E a única preocupação ou a minha alegria com o meu dia de anos é ver se te lembras. Cá estou para ver se este ano vai ser diferente. Provavelmente não, mas não faz mal. A minha amizade por ti não tem limites, contigo nunca pode haver limites, infelizmente.
21 março, 2011
19 março, 2011
Falta muito?
Precisa-se do calor, das horas no comboio, das manhãs na areia fresca, dos mergulhos a todas as horas, das conversas deitados na toalha, dos gelados, dos hamburgueres à beira-mar, do creme protector cinquenta, das caminhadas até casa, dos filmes quando apetece, das bebidas quando se quer, das noites prolongadas, da música fatela, dos passeios à lua, das viagens de carro, do silêncio acolhedor entre duas pessoas, dos risos sinceros, dos abraços apertados, dos olhos que dizem tudo o que a alma sente, dos momentos que nos fazem felizes quando tudo o resto nos é infeliz. Precisa-se de sentir que vale a pena o esforço, a distância da própria vida, a solidão que faz companhia a maior parte do dia, a vontade que teima em não vir, o aperto na garganta, o movimento descoordenado do coração. Falta muito para o verão chegar?
13 março, 2011
Esverdeado
Como quem não quer a coisa, abraçaste-me pelas costas, ao de leve, apenas com um braço. Senti a tua respiração no meu cabelo e na minha orelha. Quase que te ouvi dizer olá, mas ficaste calado, a fingir que tomavas atenção ao que os outros diziam. Apertaste-me com força, num abraço completo, enquanto que as tuas calças tocavam nas minhas pernas. Era a vez de nos sentarmos e vermos o filme. Os outros, não sei, mas tu sentaste-me ao meu lado e entrelaçaste os teus dedos nos meus. Não cheguei a olhar o esverdeado dos teus olhos, mas sabia que estavam a sorrir-me.
12 março, 2011
Entre aspas (17)
Impressão Digital
"Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
Que eu vejo no mundo escolhos
Onde outros com outros olhos,
Não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
Uns outros descobrem cores
Do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
Onde passa tanta gente,
Uns vêem pedras pisadas,
Mas outros, gnomos e fadas
Num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos,
Querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes."
"Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
Que eu vejo no mundo escolhos
Onde outros com outros olhos,
Não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
Uns outros descobrem cores
Do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
Onde passa tanta gente,
Uns vêem pedras pisadas,
Mas outros, gnomos e fadas
Num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos,
Querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes."
Basicamente
Descobri o meu problema, basicamente: não sei o que quero ou, se quero, não sei onde encontrar ou, se não quero, não sei onde me esconder.
08 março, 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)







